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Humorista estaria deprimido por causa da repercussão do personagem Africano, representado usando a técnica de blackface

                                                        Eduardo Sterblitch interpretando o personagem Africano                                                        Foto: Facebook/Programa Pânico / Reprodução

Após ser acusado de racismo ao representar um africano em quadro do programa humorístico Pânico, o ator e comediante Eduardo Sterblitch deixou de aparecer ao vivo nas transmissões e cancelou shows no interior de São Paulo por motivos de saúde. No quadro que instigou as acusações – uma paródia doMasterChef –, Edu utilizava o recurso do blackface para interpretar o personagem Africano, um homem negro que se comunica apenas por grunhidos e gesticula com danças exóticas.
O blackface é uma forma teatral de pintura facial e corporal usada no século 19 por artistas brancos para representar pessoas negras. As representações eram exageradas e ridicularizavam os estereótipos da população negra em espetáculos populares nos Estados Unidos – para fazer danças exóticas e gestos caricatos.
Ao jornal Agora S. Paulo, dois integrantes do programa teriam dito que o afastamento do humorista deve-se à depressão desencadeada pelas acusações de racismo.

Em sua página no Facebook, o humorista publicou um pedido de desculpas, que logo depois foi deletado:
"Não sou Racista! E também estou chorando... A quem deixei triste ou pior, peço desculpas por minha IGNORÂNCIA ! Que, pelo menos, eu sirva de exemplo! Para que isso não aconteça mais", dizia o post do ator.

O programa também emitiu uma nota pedindo desculpas e justificando que na atração também há sátiras com "mexicanos, árabes e chineses".
Segundo informações da Folha de S.Paulo, a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, ligada ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), encaminhou uma denúncia contra o ator que faz o personagem Africano à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Presidência da República. De acordo com a ação, o personagem é uma "afronta racial" e que contribui para "perpetuar os efeitos e resquícios da escravidão negra".

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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Envolvido em polêmica sobre racismo, Eduardo Sterblitch cancela shows e está afastado do "Pânico"

12:27

Humorista estaria deprimido por causa da repercussão do personagem Africano, representado usando a técnica de blackface

                                                        Eduardo Sterblitch interpretando o personagem Africano                                                        Foto: Facebook/Programa Pânico / Reprodução

Após ser acusado de racismo ao representar um africano em quadro do programa humorístico Pânico, o ator e comediante Eduardo Sterblitch deixou de aparecer ao vivo nas transmissões e cancelou shows no interior de São Paulo por motivos de saúde. No quadro que instigou as acusações – uma paródia doMasterChef –, Edu utilizava o recurso do blackface para interpretar o personagem Africano, um homem negro que se comunica apenas por grunhidos e gesticula com danças exóticas.
O blackface é uma forma teatral de pintura facial e corporal usada no século 19 por artistas brancos para representar pessoas negras. As representações eram exageradas e ridicularizavam os estereótipos da população negra em espetáculos populares nos Estados Unidos – para fazer danças exóticas e gestos caricatos.
Ao jornal Agora S. Paulo, dois integrantes do programa teriam dito que o afastamento do humorista deve-se à depressão desencadeada pelas acusações de racismo.

Em sua página no Facebook, o humorista publicou um pedido de desculpas, que logo depois foi deletado:
"Não sou Racista! E também estou chorando... A quem deixei triste ou pior, peço desculpas por minha IGNORÂNCIA ! Que, pelo menos, eu sirva de exemplo! Para que isso não aconteça mais", dizia o post do ator.

O programa também emitiu uma nota pedindo desculpas e justificando que na atração também há sátiras com "mexicanos, árabes e chineses".
Segundo informações da Folha de S.Paulo, a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, ligada ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), encaminhou uma denúncia contra o ator que faz o personagem Africano à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Presidência da República. De acordo com a ação, o personagem é uma "afronta racial" e que contribui para "perpetuar os efeitos e resquícios da escravidão negra".

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